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A importância do suporte social no tratamento de transtornos mentais

Sumário

Recursos de tratamento são indispensáveis para minimizar os impactos de isolamento social na saúde mental da população

Profissionais especializados no assunto apontam que indivíduos com distúrbios psicológicos, como depressão e ansiedade, tendem a se isolar, o que agrava ainda mais o quadro clínico, e a solidão prolongada pode desencadear ou intensificar esses transtornos. 

O suporte social surge como um fator indispensável no tratamento, proporcionando ao paciente não apenas a possibilidade de compartilhar experiências e sentimentos, mas também de receber apoio emocional prático. 

A importância do suporte social, seja ele oferecido por familiares, amigos ou profissionais da saúde, tem sido amplamente reconhecida por contribuir para o bem-estar mental, ajudando na recuperação e na prevenção da evolução dos quadros. Inclusive, se faz necessário reforçar a conscientização e orientação que familiares e amigos precisam receber dos especialistas sobre o quadro mental do paciente

Com isso em mente, é importante discutir como esse apoio pode ser uma peça-chave no tratamento de transtornos mentais, especialmente em tempos de maior vulnerabilidade psicológica.

suporte social no tratamento de transtornos mentais

O auxílio do suporte social

O suporte social se refere à rede de relacionamentos e recursos que um indivíduo pode acessar para receber apoio emocional, informacional e prático. Apoio esse, importante no tratamento dos transtornos mentais, uma vez que muitos pacientes se beneficiam ao contar com alguém que os escute e compreenda suas dificuldades. 

Existem três tipos principais de suporte social: o emocional, o instrumental e o informacional. O primeiro envolve o conforto, empatia e encorajamento, sendo o necessário por quem sofre de depressão e ansiedade.

O suporte instrumental envolve a ajuda prática, como assistência em tarefas diárias, o que é útil para pessoas com transtornos graves como esquizofrenia ou bipolaridade, que podem ter dificuldades em se organizar ou realizar atividades cotidianas. 

Por último, o suporte informacional oferece conhecimento sobre tratamentos e opções de enfrentamento, sendo relevante para qualquer tipo de transtorno.

Esses tipos de apoio são importantes no tratamento de transtornos como depressão, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno bipolar e esquizofrenia. 

A troca de experiências, a construção de uma rede de apoio e o acompanhamento constante ajudam a reduzir os impactos desses transtornos, promovendo uma recuperação mais rápida e eficaz. 

Isolamento social pós-pandemia

O impacto do isolamento social durante e após a pandemia de COVID-19 evidenciou a necessidade do suporte social na saúde mental. Antes da pandemia, os índices de transtornos mentais já eram preocupantes, mas o isolamento forçado agravou ainda mais a situação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de depressão e ansiedade aumentaram drasticamente durante o período de distanciamento social

Isso aconteceu por diversos motivos, mas a ausência de contato físico, o medo da doença e a incerteza quanto ao futuro foram os fatores que mais contribuíram para o surgimento de novos quadros de transtornos mentais ou para a piora dos já existentes.

Atualmente, mesmo anos após o pico da pandemia, ainda enfrentamos consequências do isolamento, como as muitas pessoas que desenvolveram fobias sociais, crises de ansiedade e depressão, que foram potencializadas no período. 

O contato social, que antes era uma rotina natural, se tornou, para muitos, uma fonte de estresse e desconforto. Efeitos prolongados que destacam a urgência em ter redes de apoio para ajudar na reintegração social e bem-estar mental.

Redes de apoio, comunidades e profissionais da saúde

Para que o suporte social seja efetivo, é preciso contar com redes de apoio, tanto familiares quanto comunitárias, além, é claro, do auxílio de profissionais de saúde mental. 

Grupos de apoio, terapia em grupo e comunidades virtuais são ferramentas para quem enfrenta transtornos mentais, pois oferecem um ambiente seguro onde os pacientes podem compartilhar suas experiências e encontrar compreensão e acolhimento. 

Entre as redes de apoio mais conhecidas estão os grupos de ajuda mútua, como a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA).

Já no quesito profissional, psicólogos, psiquiatras e terapeutas ocupacionais são especialistas capacitados para tratar desses transtornos, oferecendo tanto terapias cognitivas-comportamentais quanto suporte farmacológico quando necessário. 

O papel das equipes multiprofissionais e de clínico geral, que incluem assistentes sociais, enfermeiros e educadores físicos, também é relevante, pois são eles que atuam diretamente na reabilitação social dos pacientes.

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O suporte social como ferramenta para transformação

Peça fundamental no tratamento de transtornos mentais, o acolhimento e o incentivo à continuidade do tratamento são, especialmente após o impacto da pandemia, o fortalecimento das redes de apoio e a atuação conjunta de familiares, comunidades e dos profissionais da saúde já mencionados que se mostram indispensáveis na transformação da realidade de pessoas que sofrem dessas condições. 

Poder oferecer para as pessoas a oportunidade de serem ouvidas, compreendidas e apoiadas, não apenas apazigua os sintomas de doenças mentais graves, mas também contribui para uma vida mais equilibrada e saudável.

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