Protocolo de Manchester: o que é e como ele funciona?

  1. Home
  2. »
  3. Gestão para Clínicas e Consultórios
  4. »
  5. Protocolo de Manchester: o que é e como ele funciona?
banner software médico completo para impulsionar clínicas e consultórios

Sumário

pulseira utilizadas no protocolo de manchester

O sistema de saúde, especialmente em situações de emergência, exige rapidez e eficácia na triagem de pacientes. Nesse cenário, o Protocolo de Manchester emerge como uma solução prática e amplamente aceita para a triagem de pacientes. Mas o que exatamente é esse protocolo e como ele funciona?

Neste blogpost, faremos uma imersão no Protocolo de Manchester, explicando suas origens, funcionamento e importância no cenário de saúde. Vamos entender como esse método ajuda a priorizar o atendimento de pacientes de acordo com a gravidade de suas condições, otimizando os recursos e a entrega de cuidados. Além disso, discutiremos a implementação e os benefícios deste protocolo, assim como a influência da tecnologia em sua eficácia e otimização. Venha conosco nesta jornada de aprendizado!

O que é Protocolo de Manchester? 

O Protocolo de Manchester é um sistema de triagem utilizado em salas de emergência em hospitais ao redor do mundo para avaliar e classificar a gravidade dos pacientes. O objetivo deste protocolo é garantir que os pacientes recebam o atendimento de que necessitam no tempo mais apropriado. Ele fornece aos profissionais de saúde um meio estruturado e padronizado de avaliar a urgência médica, garantindo que os pacientes mais graves recebam atendimento prioritário.

Ele surgiu em meados da década de 1990 na cidade de Manchester, Reino Unido, em resposta à necessidade de um sistema eficaz de triagem em salas de emergência hospitalares. A demanda crescente e o aumento da pressão sobre os serviços de saúde requeriam uma solução para priorizar os pacientes que necessitavam de atendimento urgente.

Este sistema foi criado por um grupo de enfermeiros e médicos do Hospital Universitário de South Manchester, que buscavam um método consistente e reproduzível para avaliar a gravidade dos pacientes e determinar a prioridade de atendimento. O foco principal era garantir que os recursos hospitalares fossem utilizados de maneira eficiente e que os pacientes em situação crítica não tivessem que esperar por atendimento médico. Depois de um período de testes e ajustes, o protocolo foi oficialmente implementado no hospital em 1997. Desde então, ele foi adotado em todo o mundo, sendo traduzido em várias línguas e adaptado para diferentes culturas e sistemas de saúde.

O Protocolo de Manchester é formado por cinco níveis de triagem, cada um representado por uma cor. Estes níveis variam de vermelho (emergência imediata) a azul (não urgente), permitindo que os profissionais de saúde categorizem rapidamente a gravidade e a necessidade de atendimento. A classificação de cores também facilita a comunicação e a coordenação entre as equipes, contribuindo para um fluxo de trabalho eficiente e eficaz.

Essa metodologia traz uma grande melhoria para a gestão hospitalar, garantindo que os recursos sejam usados de maneira mais eficiente e que os pacientes recebam os cuidados adequados no momento certo. Ao reduzir o tempo de espera para aqueles com condições mais graves, o Protocolo de Manchester desempenha um papel crucial na melhoria dos resultados dos pacientes e na eficácia do atendimento médico.

O Funcionamento do Protocolo de Manchester

O Protocolo de Manchester, em seu cerne, é um sistema de classificação que ajuda a determinar a ordem e a prioridade de atendimento dos pacientes com base na gravidade de seus sintomas e condições. Ele é dividido em cinco níveis de triagem, cada um representado por uma cor diferente:

1. Vermelho

O nível vermelho indica casos de emergência imediata. Pacientes classificados nesta categoria apresentam quadros clínicos extremamente graves e correm risco de morte.

Veja alguns exemplos de condições comumente atendidas nesta categoria:

  • Parada cardiorrespiratória;
  • Trauma craniano grave;
  • Sintomas de AVC (Acidente Vascular Cerebral);
  • Crises convulsivas; 
  • Queimadura em mais de 25% do corpo;
  • Hemorragias graves;
  • Entre outros.

2. Laranja

O nível laranja é destinado a pacientes com quadros muito urgentes, que necessitam de atendimento em até 10 minutos. Embora esses pacientes não apresentem risco imediato de vida, suas condições são sérias e requerem intervenção rápida.

Exemplos de condições que podem ser classificadas como laranja:

  • Dor torácica intensa;
  • Dificuldade respiratória severa;
  • Cefaleia de rápida progressão;
  • Fraturas expostas;
  • Sintomas de embolia pulmonar;
  • Entre outros.

3. Amarelo

O nível amarelo representa os casos urgentes que precisam de atendimento médico dentro de 1 hora. As condições podem não ser imediatamente ameaçadoras à vida, mas ainda requerem atenção rápida.

Exemplos de quadros que podem ser classificados como amarelo:

  • Vômitos intensos;
  • Queimaduras moderadas;
  • Desmaios;
  • Sinais vitais alterados;
  • Entre outros;

4. Verde

O nível verde inclui casos pouco urgentes que necessitam de atendimento médico dentro de 2 horas. Os pacientes nesta categoria geralmente apresentam condições menos graves.

Exemplos de situações comumente classificadas como verde:

  • Resfriados;
  • Torções e entorses;
  • Febre sem sintomas graves associados;
  • Dores leves;
  • Viroses;
  • Entre outros.

5. Azul

O nível azul, o último do Protocolo de Manchester, engloba casos não urgentes que necessitam de atendimento dentro de 4 horas. São pacientes que necessitam de atendimento médico, mas a condição apresentada não é considerada urgente.

Exemplos de condições que podem ser classificadas como azul:

  • Aplicação de medicação com receita;
  • Trocas de curativos ou sondas; 
  • Entre outros. 

Benefícios do Protocolo de Manchester

O Protocolo de Manchester não é apenas um sistema de triagem, mas uma ferramenta essencial que ajuda a melhorar a eficiência e a eficácia dos serviços de emergência. Aqui estão alguns dos benefícios significativos que este sistema de triagem traz:

Priorização eficaz do atendimento: A maior vantagem do Protocolo de Manchester é a priorização eficaz dos pacientes. Ao identificar corretamente a gravidade da condição de saúde de um paciente, o protocolo assegura que os recursos hospitalares sejam alocados de maneira adequada e que os pacientes que necessitam de atendimento imediato sejam tratados rapidamente.

Melhora o fluxo de pacientes: O protocolo ajuda a gerenciar o fluxo de pacientes nas salas de emergência. Com a triagem eficiente, as salas de emergência podem funcionar mais suavemente, com menos congestionamento e menos atrasos no atendimento.

Contribui para uma tomada de decisão mais precisa: Ao fornecer uma estrutura para avaliar a gravidade dos sintomas de um paciente, o Protocolo de Manchester permite que os profissionais de saúde tomem decisões mais informadas e precisas sobre a necessidade de tratamento.

Garante a equidade no atendimento: O protocolo assegura que todos os pacientes sejam avaliados com base na mesma escala, independentemente de fatores pessoais. Isso significa que cada paciente é avaliado e atendido com base exclusivamente em suas necessidades médicas.

Melhora a satisfação do paciente: O uso eficaz do Protocolo de Manchester pode reduzir os tempos de espera, especialmente para pacientes com condições não urgentes. Isso pode levar a uma melhor satisfação do paciente com o serviço de saúde.

Facilita o treinamento de profissionais: O protocolo fornece uma estrutura clara e diretrizes para a triagem de pacientes. Isso pode facilitar o treinamento de novos profissionais de saúde, ajudando-os a entender rapidamente como priorizar os pacientes de forma eficaz.

Em resumo, o Protocolo de Manchester é uma ferramenta valiosa que contribui para a eficácia e a eficiência dos serviços de emergência, melhorando os resultados dos pacientes e a satisfação com o atendimento.

A relação do Protocolo de Manchester com a Tecnologia

O Protocolo de Manchester, embora já seja uma ferramenta poderosa em si, é significativamente aprimorado pela tecnologia na era digital em que vivemos. A tecnologia permite uma gestão mais precisa e eficiente do protocolo, melhorando a experiência tanto para os profissionais de saúde quanto para os pacientes.

A digitalização dos registros de triagem é um dos principais benefícios da tecnologia para o Protocolo de Manchester. Sistemas digitais permitem um registro e monitoramento mais rápidos e precisos da triagem dos pacientes. Além disso, os profissionais de saúde têm a possibilidade de acompanhar em tempo real os tempos de espera e a evolução dos pacientes. Essa precisão no registro e no monitoramento melhora a eficiência geral do protocolo e garante que todos os pacientes recebam o cuidado de que necessitam de acordo com sua urgência.

Por outro lado, a tecnologia também é extremamente útil na capacitação dos profissionais de saúde. Graças a plataformas de aprendizado online, os profissionais podem receber treinamento sobre o Protocolo de Manchester de forma mais flexível e personalizada, facilitando a atualização constante e aprimorando ainda mais a implementação do protocolo.

Finalmente, a inteligência artificial e o machine learning representam o futuro do Protocolo de Manchester. Essas tecnologias emergentes podem ser usadas para otimizar a triagem, por meio da identificação de padrões e da previsão da gravidade das condições dos pacientes com base em uma variedade de sintomas e sinais vitais. Este é um campo em rápida evolução, e é provável que vejamos avanços ainda maiores na intersecção da tecnologia e do Protocolo de Manchester nos próximos anos.

Resumindo

O Protocolo de Manchester provou ser uma ferramenta essencial na medicina de emergência, permitindo que profissionais de saúde priorizem pacientes de acordo com a gravidade de suas condições de saúde, melhorando assim o fluxo de pacientes e a satisfação geral. O envolvimento da tecnologia com o Protocolo de Manchester não apenas melhora a implementação do protocolo, mas também tem o potencial de levar a atenção médica de emergência a novas alturas de eficiência e precisão.

Portanto, é crucial para qualquer profissional de saúde, seja médico ou secretário, compreender profundamente esse protocolo. A educação constante, aliada ao uso de tecnologia avançada, irá maximizar o atendimento ao paciente e garantir que a sala de emergência opere de maneira eficiente e eficaz.

Para aprimorar ainda mais o seu conhecimento e a sua prática clínica, convidamos você para conhecer o software médico da Gestão DS. Com funcionalidades como agendamento online, prontuário eletrônico, marketing médico e gestão financeira, ele oferece todas as ferramentas que você precisa para administrar sua prática de maneira eficiente, sem comprometer a qualidade do atendimento ao paciente.

Clique aqui para conhecer mais sobre o software médico da Gestão DS!

Picture of Felipe Ravanello
Felipe Ravanello
Sócio fundador e Diretor de Negócios e Crescimento da GestãoDS, sistema de gestão para clínicas e consultórios médicos com mais de 10 mil usuários ativos em todo o país. É mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Host do podcast Prontuário de Gestão.