Paciente ou Cliente? Qual a diferença?

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Sumário

Ao longo dos anos, o setor de saúde tem enfrentado uma evolução contínua, não apenas em termos de avanços tecnológicos e tratamentos médicos, mas também na maneira como os profissionais de saúde se relacionam com aqueles que buscam seus serviços. Uma questão que frequentemente surge entre médicos e administradores de clínicas é: devemos chamar quem atendemos de “clientes” ou “pacientes”?

Por isso, este artigo tem como objetivo esclarecer essas diferenças e sugerir como os profissionais da saúde podem melhorar a qualidade do serviço ao entender esses papéis. 

Continue a leitura para saber mais! 

paciente ou cliente

Qual a Diferença entre Paciente e Cliente?

A escolha entre “cliente” e “paciente” não é apenas uma questão semântica, mas reflete as expectativas e os valores tanto dos prestadores de serviços de saúde quanto dos indivíduos atendidos. A seguir, vamos explorar como essas duas perspectivas diferem e o que cada uma implica para o atendimento ao indivíduo no contexto da saúde.

Conceito de Cliente

O termo cliente refere-se a qualquer pessoa que adquire produtos ou serviços de uma empresa ou profissional. Clientes podem ser encontrados em diversos setores, desde varejo até serviços financeiros. 

A relação com o cliente é tipicamente transacional, focada na troca de bens ou serviços por pagamento. A satisfação do cliente é fundamental, pois influencia diretamente a fidelidade e a repetição de negócios, bem como a reputação da empresa.

Características da Relação com Clientes

  • Transacional: Baseia-se em transações de compra e venda.
  • Dinâmica de escolha: Clientes têm a liberdade de escolher entre diferentes fornecedores.
  • Foco em satisfação e retenção: Empresas investem em marketing e qualidade de serviço para reter clientes.

Conceito de Paciente

Por outro lado, o termo paciente é utilizado principalmente no contexto da saúde, descrevendo uma pessoa que recebe cuidados ou tratamentos médicos. Diferente do cliente, a relação paciente-profissional de saúde é intrinsecamente baseada na confiança e no cuidado. Esta relação vai além de transações comerciais, pois envolve a saúde e o bem-estar do indivíduo.

Características da Relação com Pacientes

  • Baseada em confiança: A relação é construída sobre a confiança no conhecimento e nas habilidades do profissional de saúde.
  • Continuidade de cuidado: Envolve acompanhamento contínuo e avaliações periódicas.
  • Foco em saúde e bem-estar: O principal objetivo é melhorar ou manter o estado de saúde do paciente.

Por que é importante entender a diferença?

Entender a distinção entre “cliente” e “paciente” é crucial por várias razões que impactam tanto a prestação de serviços quanto a percepção dos indivíduos sobre os cuidados que recebem:

  1. Impacto nos Serviços Oferecidos: A diferença entre cliente e paciente direciona o modo como os serviços são estruturados e oferecidos. Em contextos de saúde, entender um indivíduo como paciente implica em uma abordagem focada no bem-estar e na recuperação, necessitando de atenção especializada baseada nas necessidades médicas e de saúde da pessoa.
  1. Percepção do Indivíduo: A percepção de ser um cliente versus um paciente pode afetar como o indivíduo se vê em relação ao tratamento ou serviço que recebe. Pacientes podem esperar uma relação mais cuidadosa e empática, focada na melhoria de sua condição, enquanto clientes podem estar mais focados na qualidade e na eficiência do serviço.
  1. Impacto no Tratamento: Pacientes geralmente requerem cuidados que levam em conta sua condição de saúde física e mental, exigindo uma abordagem personalizada que muitas vezes envolve uma equipe multidisciplinar. A relação paciente-profissional de saúde é mais profunda, envolvendo confiança e entendimento das complexidades de sua condição de saúde.
  1. Expectativas e Experiência de Serviço: Quando uma pessoa é considerada cliente, a ênfase pode estar mais na eficiência e satisfação com o serviço em termos comerciais. Já o paciente espera compreensão, paciência e um serviço que priorize seu bem-estar acima de aspectos comerciais. Saber quando alguém é tratado como cliente ou paciente pode, portanto, alterar significativamente a expectativa e a experiência do serviço prestado.

Essas diferenças não apenas afetam a forma como os serviços são oferecidos e percebidos, mas também como são planejados e avaliados por profissionais em diversas áreas, especialmente na saúde.

É necessário escolher entre um termo o paciente ou cliente? 

Não é necessariamente obrigatório escolher estritamente entre os termos “cliente” ou “paciente”, uma vez que o contexto e o propósito da interação podem determinar o uso mais adequado de cada um. Nas relações de saúde, a escolha do termo pode influenciar a percepção do cuidado e a abordagem do serviço.

O termo “paciente” é frequentemente usado em contextos médicos e de saúde, onde há um enfoque no tratamento e no cuidado continuado de uma condição de saúde. “Cliente”, por outro lado, pode ser empregado em situações onde a relação é mais transacional, como na compra de serviços de saúde ou bem-estar que não envolvem uma condição médica contínua.

Em algumas práticas, especialmente aquelas que misturam aspectos de saúde e serviços ao consumidor (como clínicas de estética ou wellness), pode ser benéfico usar ambos os termos dependendo da situação específica e do serviço oferecido. Isso permite uma abordagem mais personalizada e uma comunicação eficaz que respeita a percepção e as expectativas do indivíduo.

Em resumo, enquanto em ambientes médicos o termo “paciente” é geralmente preferível para refletir uma relação de cuidado, em contextos menos formais ou mais comerciais, “cliente” pode ser apropriado. A escolha depende do contexto, da natureza do serviço e das expectativas do indivíduo.

Quer saber mais sobre como essas relações impactam os aspectos legais e éticos da medicina? 

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Felipe Ravanello
Sócio fundador e Diretor de Negócios e Crescimento da GestãoDS, sistema de gestão para clínicas e consultórios médicos com mais de 10 mil usuários ativos em todo o país. É mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Host do podcast Prontuário de Gestão.