Anamnese o que é ? 

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Sumário

Anamnese é o ato de coletar e registrar histórico do paciente para uma possível consulta futura. A ficha de anamnese, registra todo histórico do paciente, exames e informações do prontuário eltrônico.

A construção de uma boa relação entre médico e paciente é um ponto fundamental para o sucesso dos tratamentos. Afinal, assim, o engajamento de ambos se torna maior e, com a clareza da comunicação entre as partes, o tratamento é muito mais bem direcionado às necessidades de cada indivíduo.

Mas, afinal, como construir um bom relacionamento com aqueles que atendemos? Há várias respostas para esse questionamento, mas uma coisa é certa: tudo começa com uma boa anamnese!

Ainda não sabe muito sobre esse tema e gostaria de se informar sobre alguns detalhes? Então, continue a leitura e saiba tudo sobre como conduzir uma anamnese eficiente e utilizá-la ao seu favor no dia a dia profissional.

anamnese

O que é anamnese? 

Um bom método para entender o que significa uma palavra é compreender a sua origem. Sendo assim, o termo anamnese vem do grego “anámnēsis”, cujo significado pode ser traduzido para “recordação”, “memória” ou “lembrança”.

Ou seja: a anamnese é um recurso utilizado para nos ajudar a lembrar. Ele é válido tanto para o paciente — que precisará se recordar de aspectos importantes sobre o dia a dia e fornecer essas informações ao profissional — quanto para o médico, que utilizará esses dados futuramente.

De modo geral, a anamnese consiste na coleta do histórico do paciente. Isso pode ser feito por meio de uma conversa com ele ou a partir da seleção de exames e informações contidas em prontuários. Tudo isso é feito com o objetivo de construção de novas páginas do prontuário ou, ainda, da elaboração do início desse documento. 

Qual é a importância da anamnese?

A anamnese é fundamental para todos os envolvidos na consulta médica. Para o médico, ela traz a segurança de que o histórico daquele paciente ficará mais completo, permitindo um rápido acesso às informações em consultas futuras ou facilitando o trabalho de colegas, caso o indivíduo seja encaminhado para outra especialidade.

Para o paciente, ele é importante pois as suas informações ficam disponíveis para a posterioridade, facilitando a evolução do caso e permitindo que as próximas anamneses sejam mais direcionadas e concisas.

Assim, nada de repetição de detalhes. A cada consulta, novas perguntas são feitas para avaliar se houve melhora ou não do quadro clínico apresentado.

Como é feita a ficha de anamnese?

A ficha de anamnese é um documento padronizado, mas que também pode ser personalizado de acordo com o seu estilo de atendimento, especialidade ou perfil de pacientes. No entanto, é fundamental que ela sempre contenha as seguintes informações:

  • identificação do paciente (nome, nascimento, estado civil, etc);
  • queixa principal (razão pela qual o paciente buscou o seu serviço naquele momento);
  • relato do problema atual (sintomas, início, quando os sinais pioram, medicações tomadas, tratamentos feitos, etc);
  • histórico patológico pregresso (doenças que o paciente já teve em outros momentos da sua vida);
  • histórico familiar;
  • estilo de vida do paciente (profissão, se é ou não fumante, se consome ou não bebidas alcoólicas, nível de atividade física, entre outros);
  • revisão geral (com questionamentos sobre os principais sistemas do corpo e a presença ou ausência de sintomas importantes).

Depois, é importante adicionar também os dados obtidos a partir do exame físico, como a identificação de possíveis alterações ou a sua ausência. 

Outras informações importantes são os resultados de exames anteriores — caso tenham sido levados pelo paciente —, além de qualquer informação extra que o indivíduo tenha fornecido naquele momento.

O que mais não pode ficar de fora de uma boa anamnese?

O principal ponto que não pode ser deixado de lado é a atenção. Com uma anamnese focada, todo o seu trabalho de diagnóstico e condução terapêutica será muito mais facilitado e otimizado. 

Assim, ocorre uma cascata de benefícios: o paciente fica mais satisfeito, se fideliza, otimiza a sua captação de novos pacientes e ainda tem a chance de ter um tratamento muito mais eficiente, graças à confiança em sua qualificação e na adesão às terapias propostas.

Lembrando que isso é válido tanto para as consultas conduzidas em um consultório médico ou pela telemedicina. No âmbito digital, também é possível fazer anamneses completas e eficazes. O avanço da tecnologia permitiu que o contato entre médico e paciente se consolidasse mesmo à distância!

O que não pode faltar nesse processo? 

Para finalizar, vamos conferir alguns detalhes e dicas extras para ajudá-lo a conduzir anamneses realmente adequadas e produtivas.

Se comunique com o paciente

Uma comunicação clara entre as partes não pode ser deixada de lado na construção de uma boa anamnese. Isso é fundamental para a garantia da segurança do paciente! Sendo assim, tome cuidado e aprenda a ouvir, interpretar e compreender o que está sendo dito pelo seu interlocutor.

Tenha anotações claras

A anamnese deve ser escrita de forma clara e objetiva, podendo ser compreendida por qualquer profissional que bater os olhos naquele documento. Além disso, é importante que os dados sejam entendidos por você a cada retorno daquele paciente ao seu consultório.

Faça as perguntas certas

Em uma rotina clínica, é comum que o médico se depare com situações e relatos muito parecidos entre os seus pacientes. Use isso ao seu favor e aprenda a fazer as perguntas certas, buscando informações que, muitas vezes, podem passar despercebidas pelo próprio paciente.

Faça uso da tecnologia

Por fim, não deixe de fazer um bom uso da tecnologia! A automatização de processos é uma grande aliada do seu dia a dia enquanto profissional da saúde. Recursos como o prontuário eletrônico permitem que a sua anamnese seja feita digitalmente, além de permitir uma personalização simples e intuitiva, a adequado às suas necessidades.

Como podemos ver, uma boa anamnese faz toda a diferença na condução de um tratamento eficaz para pacientes com todos os tipos de queixas e enfermidades.

Então, que tal caprichar na hora de conduzí-las e, assim, garantir a construção de uma relação de mais confiança entre você e os que confiam em seus serviços?Antes de ir, confira outra postagem do blog

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Felipe Ravanello
Sócio fundador e Diretor de Negócios e Crescimento da GestãoDS, sistema de gestão para clínicas e consultórios médicos com mais de 10 mil usuários ativos em todo o país. É mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Host do podcast Prontuário de Gestão.