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O conceito de Internet das Coisas – também chamada de Internet of Things (IoT, na sigla em inglês) foi proposto há mais de duas décadas com uma pretensão revolucionária. O objetivo era mudar radicalmente as funções objetos comuns e a relação das pessoas com eles. O que mal se previa era o impacto brutal que da IoT na medicina como já se vê hoje.

Em princípio, a ideia pode até parecer simples: permitir a conexão de aparelhos usados no dia a dia com a internet. E assim, essa “evolução” permitiria uma série de novas utilidades que criariam muito mais facilidade e praticidade na rotina.

Desta forma, cenas que pareciam até então futuristas são hoje banais ou estão prestes a ser incorporadas às nossas vidas. Entre elas, estão a possibilidade de controlar as luzes de casa, a temperatura da sala, escolher o programa de TV ou a música a ser tocada antes mesmo de chegar, tudo por meio de um comando de voz dado no carro ou no seu celular. E com a chegada da tecnologia 5G, esse campo vais ser um dos mais impactados.

“Se você acha que a internet mudou sua vida, pense novamente. A IoT está prestes a mudar tudo de novo!” — Brendan O’Brien, Chief Architect & Co-Founder, Aria Systems

Controlar aparelhos de forma remota, criando verdadeiras rotinas – como a hora em que sua cafeteira prepara um café bem na hora em que seu despertador toca ou acionar o micro-ondas para finalizar o jantar pré-cozido pouco antes de você chegar – já é hoje uma realidade pra lá de comum. Tudo graças à IoT.

Isso só é possível por conta do desenvolvimento de sensores cada vez menores que se conectam à Internet e permitem o controle de aparelhos a distância. Com o aumento da capacidade de processamento dos hardwares, a diminuição do tamanho e a queda dos preços de sensores cada vez mais potentes, nunca foi tão viável conectar diversos dispositivos entre si.

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iot na medicina

Uma grande rede de objetos interconectados otimizando tarefas e rotinas

Uma pesquisa realizada durante o Fórum Econômico Mundial de 2015 e descrita por Klaus Schwab em seu livro A quarta revolução industrial retrata bem o quanto isso deve mudar a lógica da humanidade Segundo o levantamento, 89% dos entrevistados disseram esperar que, por volta de 2025, deve haver 1 trilhão de sensores conectados à internet.

Para além das muitas possibilidades criadas por esta enorme rede interconectada de objetos, uma das consequências dela chama a atenção pelas potencialidades a serem exploradas: a quantidade imensa de dados armazenados e disponibilizados a partir disso.

A partir da perspectiva de que objetos tão comuns como canecas, roupas, relógios, mesas, cadeiras, eletrodomésticos, tênis, mochilas, fones de ouvido e carros funcionem coletando e monitorando dados dos mais variados, vai ser possível ter um controle muito maior e mais apurado sobre saúde e comportamento das pessoas.

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A IoT como ferramenta valiosa na medicina

Vários estudos com animais e humanos mostram o que está por vir no curto prazo. O uso de sensores de monitoramento de comportamento e de saúde se mostrou capaz de melhorar a produtividade e gerar mudanças para otimizar grandes criações de gado, por exemplo.

Já o estudo sem precedentes Apple Heart Study (AHS), patrocinado pela Apple, mostrou a eficácia do Apple Watch na identificação de ritmos cardíacos irregulares e desdobramentos graves do problema. A pesquisa envolveu dados de mais de 400 mil pessoas monitoradas em tempo real.

O resultado, porém, vai bem além de atestar que o dispositivo pode ajudar em questões de saúde, Na verdade, ele prova que a IoT aplicada à medicina é capaz de salvar vidas. E isso de uma forma simples e fácil de ser aplicada na rotina. Não à toa, o uso de sensores para monitoramento de saúde vem se tornando cada dia mais comum e corriqueiro em centros de pesquisa, unidades médicas, pacientes que necessitam de avaliação constante e esportistas.

Por isso, a Internet das Coisas vem provocando uma revolução no setor de saúde que só tende a aumentar. Desta forma, os profissionais da área precisam estar preparados para mudanças constantes envolvendo novos dispositivos e aplicabilidades. Trata-se de uma das  Tecnologias Exponenciais que podem ser utilizadas com enorme vantagem no dia a dia médico.

iot na medicina

Por isso, vamos entender melhor como a IoT na medicina está impactando o setor.

Como a IoT na medicina vem provocando mudanças profundas

Com a IoT na medicina, é possível colher dados de forma rápida e fácil, aproximar os atendimentos remotos e melhorar o monitoramento de vários parâmetros do paciente. Com isso, garante-se mais assertividade e rapidez nos diagnósticos.

No campo da telessaúde, a IoT na medicina torna possível a realização de exames específicos por profissionais especializados que não precisam estar presencialmente no local. Isso viabiliza diagnósticos remotos em regiões em que há a dificuldade de acesso e falta de profissionais especializados.

Já o Monitoramento Remoto do Paciente (RPM), feito com dispositivos, sensores e smartphones conectados, facilita bastante a realização de testes de rotina e melhora a assistência em situações mais graves.

Para Kevin Ashton, o criador do termo Internet das Coisas e  fundador da Auto-ID Center no Massachusetts Institute of Technology (MIT), a possibilidade de conectar objetos à internet não é apenas uma forma de reunir dados, mas sim de coletar novos fatos. Em organizações que adotam essas aplicações conseguimos ver claramente as mudanças apresentadas com a utilização de diversas aplicações de IoT.

Ashton acredita que ela tende a ser aberta, flexível e fácil de construir. Trata-se, portanto, de um espaço para novas possibilidades serem exploradas, já que as inovações raramente terminam com a IoT, elas apenas se renovam.

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Popularização da IoT na rotina médica é questão de tempo

Um exemplo claro da aplicação da IoT que vem refletindo diretamente na melhora da qualidade de vida e no monitoramento muito mais eficaz de problemas são os dispositivos que fazem a medição permanente da glicose em pacientes diabéticos. Graças a eles e à troca de dados com um aplicativo no smartphone, é possível acompanhar seguidamente a glicemia e receber alertas em tempo real no caso de anormalidades que impliquem riscos aos pacientes.

Embora ainda caros e restritos a pacientes de maior poder aquisitivo, esses aparelhos têm evoluído e a tendência é de que, com a queda de preços e a popularização, eles sejam muito mais comuns em pouco tempo. E além das vantagens para os próprios pacientes, pais e cuidadores e da redução de riscos em caso de hiperglicemias ou hipoglicemias severas, tais dispositivos também vão fornecer aos médicos dados bastante confiáveis para melhorar as condutas e tratamentos.

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Desta forma, quando maior número de dados de saúde, mais amplos e melhores se tornam a assistência e as medidas capazes de ajudar os pacientes em uma enorme gama de situações. Por isso, a IoT na medicina obviamente vem transformando a atuação dos médicos no dia a dia. Trata-se, porém, de uma recurso que vem somar novas possibilidades, mas jamais substituir exames e consultas.

Com esse suporte de sensores conectados à internet, os chamados leitos inteligentes em hospitais vêm se tornando cada vez mais comuns. Eles permitem um monitoramento em maior escala com grande eficácia, possibilitando a identificação de problemas e instabilidades dos pacientes e a realização de ajustes remotos.

Assim, por meio do celular, computador ou tablet, o profissional assistente, mesmo que não esteja no local, pode acompanhar pressão, saturação, batimentos cardíacos, movimentação e peso de um paciente. Com esses dados em mão, decisões e condutas urgentes podem ser tomadas de forma imediata e salvar vidas.

Diante deste cenário, novos modelos de gestão de consultórios e hospitais serão criados. Médicos e pacientes poderão acompanhar o melhor tratamento e prevenção para diversas doenças com aplicações simples ou até mesmo complexas de IoT.

Como a IoT já pode ser aproveitada na rotina dos consultórios

A Internet das Coisas nada mais é do que uma rede de objetos munidos de sensores que podem trocar dados pela internet entre si. No campo da medicina, é possível usar essa integração de várias formas usando apenas um celular ou até mesmo um smartwatch .

Com a ajuda de um sistema que disponibilize um prontuário eletrônico, os dados de determinado paciente podem ser alimentados, por exemplo, por monitores (quer seja um equipamento médico, quer seja um dispositivo de uso rotineiro). Eles alimentam uma base de dados na nuvem acessível ao médico. Com todas essas informações juntas em um só sistema, é muito mais rápido e fácil acompanhar evoluções e tratamentos, fazer avaliações e adequar medicações.

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