futuro da telemedicina

Quase num piscar de olhos, a rotina do mundo inteiro mudou por conta da pandemia do novo coronavírus. Termos como medidas sanitárias, isolamento social e distanciamento passaram a ditar as novas regras de convivência. E as consultas virtuais, antes uma raridade, se tornaram a única forma viável de se garantir atendimento. Mas hoje, mesmo depois do relativo retorno à normalidade e do funcionamento normal dos consultórios, uma questão permanece: como será o futuro da telemedicina?

Boa parte das limitações de contato que provocaram alterações profundas em várias esferas da vida já foi revista. Mas algumas mudanças na forma de se trabalhar, interagir com amigos e família e até de consumir entretenimento se incorporaram aos novos hábitos. E parte das adaptações que permitiram o cuidado com a saúde durante o período de restrições mais duras se transformaram em facilidades para os pacientes.

telemedicina

Popularização do atendimento remoto antecipa o futuro da telemedicina

Com as teleconsultas, atendimentos com profissionais de outros estados e os chamados superespecialistas se tornaram viáveis para muitas pessoas que, sem o meio remoto, não teriam acesso a eles. Além de facilitar o acesso a serviços médicos, a tecnologia também ajudou a economizar tempo. Com o profissional ao alcance de uma chamada por vídeo, sair de casa para ir ao consultório muitas vezes se tornou desnecessário. E já não era preciso desperdiçar horas no trânsito e na sala de espera.

Para os médicos as vantagens também foram consideráveis. Além da garantia se segurança e da continuidade dos tratamentos mesmo com as restrições de contato, atrasos e faltas dos pacientes se tornaram muito menos frequentes. Além disso, sem as barreiras de distância, o profissional passou a poder atender pessoas em qualquer lugar do Mundo.

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Essa extensa lista de facilidades ajudou a popularizar a as consultas virtuais. E certamente esse será um caminho sem volta. Mas o que parece lógico ainda precisa passar por uma série de formalidades para fazer parte de forma definitiva da nova rotina de médicos e pacientes. O futuro da telemedicina ainda depende de regulamentações e de autorizações que vão determinar os rumos dessa nova forma de atuação médica.

De fato, o atendimento remoto já existia no Brasil antes da situação de emergência sanitária. Mas essa modalidade de consulta só era permitida em situações bem limitadas e nem de longe fazia parte da rotina dos profissionais. Com a pandemia, surgiu a necessidade urgente de se ampliar a autorização para consultas não-presenciais.

Isso ocorreu a partir de uma solicitação feita pelo Conselho Federal de Medicina ao Ministério da Saúde. Com o aval do órgão, as teleconsultas passaram a ser permitidas de forma emergencial durante o período que durasse a pandemia. Assim, passaram a ser autorizadas de forma excepcional as seguintes modalidades de telemedicina:

  • Teleconsulta – troca de informações (clínicas, laboratoriais e de imagens) entre médico e paciente, com possibilidade de prescrição e atestado médico.
  • Teleorientação – aconselhamento a distância e o encaminhamento de pacientes que se encontram em isolamento.
  • Telemonitoramento – o acompanhamento médico, de forma não presencial, de parâmetros de saúde e/ou doença.
  • Teleinterconsulta – troca de informações e opiniões entre médicos com a finalidade de diagnóstico ou de prescrição de terapia.

Obviamente, o atendimento remoto não se aplica a todos os casos nem a todas as especialidades. Além disso, o olho no olho e o contato direto são itens considerados fundamentais por algumas pessoas na construção da relação médico-paciente. Por isso, passada a fase mais crítica do isolamento social da restrição de consultas, surge a ponderação dos profissionais sobre como vai ser o futuro da telemedicina.

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Futuro da telemedicina: regulamentação em pauta

Para tentar dar alguns rumos a essa discussão, a Frente Parlamentar Mista da Telessaúde, criada na Câmara dos Deputados no final de 2020 com o objetivo de estabelecer a telemedicina como modalidade permanente no Brasil, vem realizando uma série de discussões com entidades da área. A intenção é formatar uma lei específica que atenda às necessidades do setor e dos pacientes, mas com regras que garantam a segurança, a qualidade e a efetividade do teleatendimento.

Graças à experiência acumulada durante a pandemia da Covid-19, ficou evidente a grande importância da telemedicina e da telessaúde para os sistemas de saúde, tanto públicos quanto particulares, em todo o Mundo. Para as entidades médicas, que defendem os atendimentos não-presenciais como uma nova forma de cuidar, as consultas virtuais foram essenciais para a disseminação da assistência à saúde, especialmente em um país com dimensões continentais como o Brasil.

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Entidades da área já lançam as bases do futuro da telemedicina

Um dos pontos que segue em discussão é a exigência de uma primeira consulta presencial para que se prossiga com um acompanhamento virtual. Para a Associação Médica Brasileira, a base da telemedicina parte da ideia de que os médicos dominam as ferramentas necessárias para um bom diagnóstico. Por isso, a entidade defende que a decisão seja individualizada, a critério dos profissionais.

Já a Associação Paulista de Medicina pontua que o Código de Ética Médica determina que os profissionais precisam oferecer a melhor da capacidade profissional aos pacientes. Na prática, isso faz com que sejam utilizados todos os recursos possíveis – inclusive a telemedicina – a fim de garantir o melhor cuidado aos pacientes.

Diante do sucesso da prática, a expectativa é de que as consultas virtuais sejam enfim regulamentados e autorizadas de forma definitiva no país. Essa medida deve atrair cada vez mais profissionais e pacientes adeptos da modalidade, além de melhorar de forma significativa a assistência à saúde no Brasil.

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