A síndrome metabólica é um alerta para a saúde e o bem-estar dos pacientes. Esse é o resultado de diversas mudanças hormonais e no metabolismo, por conta do estilo de vida e do surgimento de doenças crônicas, como hipertensão, sedentarismo, obesidade, entre outras.
O manejo na clínica é fundamental para a conscientização sobre os riscos da síndrome metabólica e o tratamento eficiente. Por esse motivo, é fundamental a atuação de profissionais preparados para lidar com esses casos e oferecer suporte para que os pacientes se engajem na prevenção e nas práticas terapêuticas.
Neste artigo, saiba mais sobre a síndrome metabólica e entenda a importância de tratá-la!
O que é síndrome metabólica?
A síndrome metabólica pode ser observada por meio de mudanças no corpo, no funcionamento do metabolismo e na regulação dos hormônios de uma pessoa. Esse conjunto de alterações ocorre por conta de fatores, como gordura abdominal excessiva, resistência à insulina, dislipidemia e diversos outros problemas de saúde.
Em outras palavras, a síndrome metabólica é o resultado de diferentes doenças crônicas que podem alterar o funcionamento do metabolismo. Na maioria dos casos, esses distúrbios surgem por conta da adoção de maus hábitos, como:
- alimentação desregulada e com poucos nutrientes;
- sedentarismo;
- consumo excessivo de doces, frituras, bebidas alcoólicas, alimentos industrializados e ultraprocessados;
- tabagismo.
Muitos dos fatores envolvidos no desenvolvimento da síndrome metabólica estão relacionados ao estilo de vida que as pessoas levam atualmente. A rotina corrida e a falta de tempo podem impulsionar hábitos que trazem prejuízos à saúde. Por isso, o cotidiano dos pacientes deve ser considerado durante a abordagem diagnóstica.
A atenção à síndrome metabólica é fundamental, pois essa é uma doença cada vez mais frequente. No Brasil, a prevalência desse transtorno se aproxima de 40%, segundo uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais.
Quais os fatores de risco para síndrome metabólica?
Como visto, algumas doenças crônicas são fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome metabólica. Alguns exemplos de transtornos que podem estar relacionados a esse distúrbio metabólico são:
- obesidade, caracterizada, principalmente, pelo excesso de gordura e da grande circunferência abdominal;
- diabetes tipo II, que promove resistência à insulina e, consequentemente, mudanças hormonais;
- colesterol alto, responsável por aumentar o nível de gordura no sangue e acarretar problemas cardiovasculares.
É interessante saber também que homens e mulheres após a menopausa têm uma maior predisposição ao acúmulo de gordura abdominal. Por isso, esse é mais um fator que precisa ser observado.
Quais os sintomas de síndrome metabólica?
A síndrome metabólica não manifesta sintomas característicos por si só. Geralmente, as mudanças no organismo e os sinais são observados por meio da análise de outras doenças crônicas associadas ao distúrbio.
Sendo assim, o laudo médico deve ser realizado com base na presença de transtornos crônicos, no estilo de vida do paciente e na predisposição ao sobrepeso e à obesidade.
Quais os critérios para diagnóstico?
Vale destacar que o excesso de gordura abdominal é um dos principais critérios avaliados no diagnóstico da síndrome metabólica. Isso porque esse é um fator que aumenta os riscos de diversos outros problemas de saúde, como:
- hipertensão arterial;
- diabetes tipo II;
- doenças cardiovasculares, como colesterol alto e doença arterial coronariana;
- gota;
- problemas renais;
- síndrome do ovário policístico, em mulheres;
- disfunção erétil, em homens.
Além disso, para a confirmação do diagnóstico, exames laboratoriais para medir os níveis de açúcar e gordura no sangue podem ser solicitados. O mesmo vale para a aferência da pressão arterial.
Como ocorre o tratamento da síndrome metabólica?
O tratamento da síndrome metabólica se volta para o controle dos sintomas das doenças crônicas já existentes e a prevenção de novas complicações. Desse modo, trata-se de um conjunto de iniciativas para colocar em prática junto com o paciente.
A mudança do estilo de vida é um dos principais aspectos do tratamento da síndrome metabólica. A seguir, veja quais são os pilares para a adoção de hábitos saudáveis!
Alimentação
A melhoria dos hábitos de alimentação, por exemplo, é capaz de auxiliar na regulação do metabolismo, na perda de gordura corporal, no controle do peso e na produção de hormônios. O acompanhamento com um nutricionista faz toda a diferença na reeducação alimentar.
Exercícios físicos
Junto à alimentação saudável, a prática regular de exercícios físicos é indispensável para o controle dos sintomas das doenças crônicas, a diminuição da gordura abdominal e o bom funcionamento do metabolismo. Ter o monitoramento de um educador físico e atestado médico para a realização das atividades também são cuidados indispensáveis.
Medicamentos
O uso de medicamentos controlados também pode ser recomendado para os pacientes que contam com quadros mais graves de diabetes, colesterol, hipertensão e outras doenças. No entanto, só deve ser feito com prescrição médica.
Atenção à saúde mental
É preciso considerar também um principal contribuinte do tratamento da síndrome metabólica: os cuidados com a saúde mental. A motivação e o comprometimento com um novo estilo de vida são essenciais e só podem ser desenvolvidos com atenção ao estado psicológico.
Como visto, diversas doenças crônicas surgem como resultado da rotina moderna. A preocupação com o trabalho e o envolvimento em diversas atividades podem estreitar o tempo e desviar a atenção do cuidado com a saúde e o bem-estar.
O ritmo acelerado que muitas pessoas vivem atualmente também pode trazer prejuízos à saúde mental. O aumento da predisposição ao surgimento de transtornos, como depressão e ansiedade, também podem contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas.
Por isso, o atendimento médico deve trabalhar o estado psicológico dos pacientes. Além disso, ter o acompanhamento de um psicólogo pode tornar o tratamento muito mais eficiente. Assim, o foco, a determinação e o autocuidado podem ser reforçados.
Como prevenir a síndrome metabólica?
A prevenção da síndrome metabólica está relacionada à adoção de um conjunto de hábitos que ajudam na promoção do bem-estar e da qualidade de vida. Incentivar o estilo de vida saudável e equilibrado é uma das principais iniciativas, tendo em vista que ajuda a evitar o surgimento de diversas doenças crônicas.
Desse modo, é importante que os profissionais da saúde, clínicas e consultórios, hospitais e demais estabelecimentos relacionados aos cuidados com o bem-estar reforcem a importância de hábitos, como:
- ter alimentação balanceada e nutritiva;
- praticar exercícios físicos regularmente;
- evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro;
- ter uma rotina equilibrada, com momentos de descanso e lazer;
- fazer exames médicos de rotina e consultas, pelo menos, uma vez ao ano.
Como visto, a síndrome metabólica é um problema grave, causado por doenças crônicas e que pode acarretar diversas outras complicações. Cuidar da saúde do corpo e da mente é uma maneira de prevenir e de tratar esse distúrbio. Por isso, é fundamental o incentivo à vida saudável e os cuidados com o bem-estar no dia a dia.
Gostou deste artigo? Acompanhe os nossos perfis no Instagram, LinkedIn e Facebook para ver muito mais conteúdos!








