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Podcast médico: vale a pena investir nesse canal de marketing? 

Sumário

Você já imaginou sua voz alcançando pacientes, colegas e até novos públicos além da sua clínica ou consultório? O podcast é uma forma autêntica de comunicação e um espaço para compartilhar conhecimento, fortalecer sua autoridade e aumentar a visibilidade da sua marca pessoal. 

O podcast pode ser feito em dois formatos principais: o podcast tradicional, em áudio, publicado em plataformas de streaming, e o videocast, que combina áudio e vídeo e ganha ainda mais destaque nas redes sociais, especialmente em cortes curtos para Instagram Reels e TikTok.

Mas a pergunta principal é: Será que vale a pena para médicos investirem nesse formato? 

No episódio 33 do podcast Prontuário de Gestão, a Dra. Luciana Péres, endocrinologista e host do podcast científico Do Hipotálamo à Vagina, compartilha quais foram os desafios do início e dá orientações para médicos(as) que pensam em criar o próprio podcast.  

O podcast da doutora Luciana alcançou o Top 5 videocasts mais assistidos do Spotify Brasil em 2024 e conta com mais de 100 mil streams na plataforma. O programa foi criado como espaço que colocasse mulheres em evidência, com cunho social e foco em informação científica acessível para o público leigo.

episódio 33 prontuário de gestão - Podcast médico

Investimento e a organização do projeto 

Antes de começar um podcast, o primeiro passo é olhar para o planejamento e ver se o investimento é viável e adequado para a sua realidade. É fundamental considerar tanto o tempo disponível quanto os recursos financeiros, sempre com estratégia e organização. A Dra. Luciana explica que o investimento inicial no seu podcast foi baixo, ela priorizou:   

  • Definir o público-alvo e os objetivos do programa. 
  • Criar a marca e o branding (identidade visual e sessão de fotos para divulgação). 
  • Locação de um estúdio para as gravações. 

Segundo a doutora, a frequência dos episódios também deve ser definida de forma estratégica, considerando o tempo entre a criação do roteiro, a gravação, edição e divulgação do episódio. No caso do podcast da doutora, os episódios são quinzenais.  

Para manter a regularidade, Luciana ressalta a importância de planejar a agenda com antecedência, definindo pautas e convidados. Em seu projeto, que é desenvolvido em parceria com a sócia Dra. Nadiessa Almeida, ela destaca como fundamental a divisão de tarefas, que ajuda a reduzir a carga da produção. 

Desafios de produzir um podcast médico

Manter um podcast é um desafio que exige dedicação.  A Dra. Luciana acumula diversas funções. Por ser da área da saúde, ela mesma produz roteiros técnicos baseados em evidências científicas, e edita os cortes dos episódios que vão para as redes sociais. A escolha de convidados também é fundamental.

“Se você chamar a pessoa errada, cai a sua credibilidade.” 

Além disso, o tempo é um fator determinante. Produzir um podcast representa uma nova responsabilidade que precisará ser conciliada com a rotina médica. A consistência e o propósito são essenciais para sustentar o projeto. Por isso, antes de iniciar, é importante refletir se você está disposto a dedicar atenção e investir nesse canal.

“O tempo é uma questão de prioridade. Então no momento em que me propus a fazer o podcast, certamente estou deixando de fazer outras coisas.”  

Marketing médico e redes sociais 

Muito antes de lançar o podcast, a doutora já estava presente nas redes sociais e foi uma das primeiras endocrinologistas a produzir conteúdo no Instagram. Ela conta que, na época, essa prática enfrentava resistência no meio médico. Atualmente, Luciana é referência e até recebe pedidos de orientação sobre marketing médico e produção de conteúdo digital.

“Fui muito criticada no início, principalmente por colegas. Mas hoje, todos que criticaram estão no Instagram” 

Uma das estratégias utilizadas pela doutora é aproveitar os próprios episódios do podcast para gerar conteúdo nas redes sociais, os chamados “cortes”. Esses vídeos, compartilhados nos Reels do Instagram, são trechos curtos com falas importantes que despertam interesse do público. 

Essa integração entre os canais mantém o Instagram ativo sem depender exclusivamente de novas produções. Luciana ressalta que é essencial traduzir conceitos técnicos para o público leigo, utilizando uma narrativa simples e acessível. 

Afinal, vale a pena para os médicos produzirem conteúdo no Instagram? Para Luciana, isso depende do objetivo de cada profissional. Se o médico atende por convênio, tem a agenda cheia e não pretende mudar esse modelo, não vale a pena investir tempo na criação de conteúdo.

Por outro lado, se o objetivo é deixar os convênios, atuar apenas de forma particular ou abrir a própria clínica, estar presente no Instagram e produzir conteúdo relevante torna-se essencial. 

Podcast como canal de autoridade e relacionamento

Para a Dra. Luciana, o podcast não é uma ferramenta de conversão direta de pacientes, mas um canal poderoso para criar conexão, consolidar autoridade no meio médico, reforçar a marca e educar os pacientes. Ele também pode funcionar como uma extensão dos cuidados, fornecendo informações educativas de qualidade. 

Segundo a doutora, muitos pacientes acabam chegando por meio do Instagram, ao assistirem aos cortes dos episódios, embora seja difícil rastrear a origem exata. Ou seja, alguns pacientes descobrem a doutora através do podcast, mas esse não é o foco principal do canal. A trajetória da Dra. Luciana demonstra que o podcast pode ser um aliado valioso no marketing médico, desde que haja propósito, planejamento e constância. 

Ouça o episódio completo para conferir todas as orientações da Dra. Luciana Péres 👇🏻

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Heloísa Helena Canabarro
Assistente de comunicação na GestãoDS. Jornalista graduada em Comunicação Social pela Universidade Franciscana (UFN) em 2024. Registro profissional: MTb 21.561.

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