Os protocolos de segurança do paciente, definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são diretrizes importantes que devem ser aplicadas pelos profissionais de saúde para evitar erros e eventos adversos nos pacientes.
A partir deles podem-se evitar riscos à saúde da pessoa, chances de contaminação em procedimentos invasivos, permitindo que o paciente possa entrar nos procedimentos médicos e sair em melhores ou iguais condições de saúde.

Por isso é fundamental que os médicos conheçam os seis protocolos de segurança do paciente que devem ser adotados e segui-los em seu dia a dia. Vamos apresentar mais sobre cada um deles a seguir e tirar suas dúvidas sobre o tema. Boa leitura.
Identificar o paciente corretamente
Um erro comum é que um paciente passe por procedimentos e medicações que, na verdade, eram direcionados para outro. Este protocolo visa, justamente, trazer medidas que evitem este tipo de erro e permitam uma conferência adequada dos procedimentos que serão realizados, bem como de dados da pessoa. Algumas medidas são:
- trazer todos os cuidados para minimizar erros na identificação do paciente;
- educação e treino dos colaboradores;
- educação dos acompanhantes, familiares, cuidadores, para evitar falhas no fornecimento de informações;
- confirmação da informação do paciente antes de receber os cuidados.
Higienização adequada das mãos
O protocolo de higiene das mãos é um dos parâmetros mais importantes, justamente, para que seja possível minimizar as chances de infecções hospitalares, evitando a proliferação de micro-organismos. O protocolo prevê a higienização em cinco momentos diferentes:
- antes do contato com o paciente;
- antes que o procedimento possa ser realizado;
- logo após exposição a fluidos corporais do paciente;
- depois de ter o contato com paciente, independentemente se teve contato com fluidos corporais ou não;
- depois de ter contato com áreas próximas ao paciente.
Prevenção de quedas do paciente
As quedas de pacientes no ambiente hospitalar são entre 30% a 50% dos casos de agravamento do quadro do paciente. Por isso é importante ter medidas importantes para evitar problemas desta natureza. Algumas medidas são:
- avaliação de risco de queda;
- identificação do paciente com dados pessoais, sinalizados em pulseira;
- agendamento de cuidados de higiene pessoal;
- cuidados com medicamentos do paciente;
- averiguar se ele está, realmente, apto para realizar higienização sem acompanhamento de profissional de saúde;
- atenção com os cuidados utilizados pelo paciente.
Prevenção de úlceras por pressão (UPP)
Muitos pacientes acamados ou que permaneçam por longo tempo nos hospitais tendem a desenvolver um quadro chamado Úlcera por Pressão. Isso acontece por fricções que acontecem na pele durante o período deitado.
A longo prazo, pode causar complicações diversas, podendo chegar até ao falecimento do paciente por sepse. Algumas medidas trazidas pelo protocolo são:
- análise diária da pele do paciente;
- melhora da nutrição e hidratação da pele;
- monitoramento e indicadores de lesões;
- avaliação da UPP na entrada e saída de todos os pacientes.

Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos
O uso de medicações inadequadas pode gerar uma sequência de eventos adversos que podem gerar complicações severas ou mortalidade do paciente. Neste protocolo, estabelece-se uma série de procedimentos de confirmação, por meio de:
- acesso às informações medicamentosas pelos profissionais de saúde;
- treinamento interno;
- padronização de processos na medicação de pacientes;
- cuidados com prontuário do paciente;
- uso de equipamentos tecnológicos para ministrar medicações.
Segurança cirúrgica
Muitos incidentes hospitalares que ocorrem e levam a óbito poderiam ter sido evitados por medidas de segurança cirúrgica. Este tipo de erro pode ser gravíssimo e, portanto, este protocolo é fundamental para garantir maiores cuidados de saúde com o paciente, evitando complicações irreversíveis.
Por exemplo, em uma remoção de membro, deve-se sempre confirmar o procedimento. Caso contrário, pode-se fazer o procedimento errado e prejudicar a vida do paciente para sempre.

O protocolo prevê a conferência de uma Lista de Verificação de Cirurgia Segura, que deve ser aplicado nos seguintes momentos:
- antes de indução anestésica;
- antes do processo de incisão cirúrgica;
- antes do paciente sair da sala de cirurgia.
Os protocolos de segurança do paciente da OMS são fundamentais para evitar complicações para os pacientes e fornecer um ambiente seguro para todos os envolvidos. Por isso, é fundamental torná-los um hábito em sua rotina hospitalar. Isso pode ser o grande diferencial para evitar danos que podem levar, até mesmo, ao óbito do paciente.
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