O preço de uma teleconsulta no Brasil em 2026 parte de R$9,90 mensais em assinaturas de telessaúde e passa de R$300 em consultas particulares com especialistas. O valor depende do tipo de serviço, da especialidade e do posicionamento do médico. O Levantamento do SaúdeCidade aponta a telemedicina na faixa de R$60 a R$300.
A Teleconsulta é uma consulta médica não presencial, mediada por tecnologias digitais, com médico e paciente em locais diferentes. Ela não é uma categoria inferior de atendimento, mas sim um formato que possibilita um acompanhamento a distância. Pela Resolução CFM nº 2.314/2022, segue os mesmos padrões éticos da consulta presencial, inclusive na cobrança.

Quanto um médico recebe por teleconsulta particular?
Na consulta particular, o médico define o próprio honorário. Não existe tabela obrigatória, e especialistas com agenda consolidada costumam praticar na teleconsulta o mesmo valor do atendimento presencial.
Como referência de mercado, a consulta particular custa entre R$150 e R$800 em 2026, conforme a especialidade e a cidade. A única exigência normativa é que o paciente esteja ciente do valor antes do atendimento.
O teto, portanto, é estipulado pela demanda da agenda e pelo reconhecimento do profissional, não por uma regra externa.
Qual é o preço popular de uma consulta médica online?
Plataformas de atendimento online operam com volume alto e preço baixo. Os valores médios praticados em redes acessíveis ficam nas seguintes faixas:
- Clínico geral: entre R$39 e R$60 por consulta.
- Especialistas e profissionais de saúde, como nutrição e psicologia: entre R$46 e R$80.
- Planos de assinatura de telessaúde: mensalidades entre R$9,90 e R$15,00.
Esses preços refletem modelos de escala, com equipes grandes e margem de atendimento reduzida. Para o consultório particular, eles servem como leitura de mercado, não como meta de preço.
A teleconsulta deve ter o mesmo valor da consulta presencial?
A resolução do CFM trata a teleconsulta como um ato médico com as mesmas obrigações do presencial. O art. 16 determina que o médico ajuste previamente com o paciente e com as prestadoras de saúde o valor do atendimento, tal qual no presencial.
O conhecimento técnico e a responsabilidade clínica pelo diagnóstico, pela conduta e pelos documentos emitidos são os mesmos nos dois formatos. Por isso, muitos médicos de referência praticam o mesmo valor no digital e no presencial.
A norma também define limites que afetam o planejamento. A consulta presencial é o padrão-ouro, e pacientes com doenças crônicas precisam de consulta presencial em intervalos de até 180 dias. Assim, a teleconsulta complementa a agenda presencial, e a precificação dos dois formatos deve ser pensada em conjunto.
O que considerar na hora de precificar sua teleconsulta?
O preço da teleconsulta precisa cobrir três camadas: os custos da operação digital, as deduções sobre cada atendimento (taxas de pagamento e impostos) e a margem de lucro definida pelo médico.
A referência de mercado entra depois, como checagem. Se o valor mínimo calculado ficar acima do que a sua especialidade exerce, o problema está nos custos ou no volume de atendimentos, e não no preço.
Custos operacionais e plataformas de telemedicina
A operação digital exige investimentos próprios. Estes são os principais:
- software médico com telemedicina integrada: a videochamada, o prontuário e a agenda devem funcionar no mesmo ambiente, com registro do atendimento. Veja como escolher uma plataforma de telemedicina;
- prontuário eletrônico: a resolução exige registro do teleatendimento com a mesma guarda de dados do presencial;
- certificado digital: receitas, atestados e laudos emitidos a distância precisam de assinatura digital válida;
- infraestrutura: internet estável, câmera, áudio e um ambiente reservado que preserve o sigilo.
Some esses gastos mensais aos custos fixos do consultório (aluguel, equipe, contador) para chegar ao custo fixo total a ser usado na calculadora abaixo.
Calculadora de precificação: como definir o valor mínimo da sua teleconsulta
O valor mínimo é o preço que cobre o custo fixo de cada atendimento depois de descontar taxas, impostos e a margem desejada. Siga os passos abaixo:
- Levante o custo fixo mensal do consultório, incluindo as despesas da operação digital.
- Divida esse valor pelo número de teleconsultas previstas no mês para obter o custo por atendimento.
- Some os percentuais de taxas (plataforma e meios de pagamento), impostos e margem de lucro desejada.
- Subtraia essa soma do valor de 100% e divida o custo por atendimento pelo resultado dessa subtração.
- O valor final encontrado é o preço mínimo de venda para cobrir a operação e garantir o lucro.
Exemplo: com R$3.000 de custo fixo e 40 teleconsultas, a divisão obtém o custo por atendimento de R$75. Com 10% de taxas, 6% de impostos e 36% de margem — soma-se o total de 52%, que subtraindo por 100% resta 48% (0,48) —, o valor mínimo fica em R$75 ÷ 0,48 = R$156,25.
O percentual de impostos varia conforme o regime (Simples Nacional ou Lucro Presumido), por isso confirme a alíquota com seu contador.
Calculadora de preço mínimo da teleconsulta
Preencha com os dados do seu consultório para encontrar o valor mínimo que cobre custos, taxas, impostos e a margem desejada.
Custo fixo por teleconsulta
R$ 75,00
Valor mínimo recomendado
R$ 156,25
Fórmula: custo fixo por teleconsulta ÷ (1 − taxas − impostos − margem). O resultado é uma referência de preço mínimo e não substitui a orientação do seu contador sobre o regime tributário.
Para comparar com o valor da consulta presencial, use também a calculadora de valor da consulta.
Painel de rentabilidade: como acompanhar o ticket médio mensalmente
O preço definido hoje precisa ser revisado com dados reais. Três indicadores mostram se a teleconsulta está sustentando o consultório:
- Ticket médio: receita da modalidade dividida pelo número de atendimentos no mês.
- Margem líquida: o que sobra da receita depois de custos, taxas e impostos.
- Volume de teleconsultas: mostra se a meta usada no cálculo do preço está sendo atingida.
Se o volume ficar abaixo do previsto, o custo fixo por atendimento sobe e a margem cai, mesmo sem mudar o preço.
Acompanhar mês a mês permite corrigir a rota antes que o resultado apareça no caixa. Para montar essa rotina, veja como fazer a projeção financeira da clínica.
Otimização financeira: como a tecnologia escala a receita da sua clínica
Precificar e acompanhar a rentabilidade exige que agendamento, atendimento e pagamento estejam no mesmo lugar. Com planilhas separadas e cobrança pelo WhatsApp, cada teleconsulta gera lançamentos manuais, e o ticket médio só aparece quando alguém consolida os dados.
A centralização elimina esse retrabalho. Quando a consulta é agendada em uma agenda médica online, realizada e recebida no mesmo sistema, a receita por modalidade é registrada no momento do atendimento, processo detalhado no guia sobre como organizar o financeiro de uma clínica médica.
Com essa base, o médico consegue ajustar o preço, a agenda e o mix entre presencial e online com dados, e não por estimativa. As estratégias de gestão financeira para clínicas complementam essa visão.
Escale a rentabilidade das suas teleconsultas com a GestãoDS
A GestãoDS é um sistema completo de gestão para clínicas e consultórios médicos, usado por mais de 17 mil profissionais em todo o país.
A funcionalidade telemedicina da GestãoDS está incluída em todos os planos e funciona integrada ao prontuário eletrônico, à agenda médica e ao aplicativo para smartphone. O médico atende, registra a evolução e emite documentos no mesmo fluxo.
Na gestão financeira, a plataforma organiza recebimentos por caixas, categorias e formas de pagamento, gera relatórios de receita por tipo de procedimento e permite definir e acompanhar metas mensais de faturamento. Conciliação bancária, emissão de notas fiscais e o GDS Pay completam o controle de custos, receitas e resultados do consultório em um único painel.
Para ver como a GestãoDS se aplica à rotina do seu consultório, fale com um consultor e agende uma demonstração gratuita.
Perguntas frequentes sobre o preço de consultas por telemedicina
A consulta por telemedicina pode custar o mesmo que a consulta presencial?
Sim. A Resolução CFM nº 2.314/2022 aplica à teleconsulta os mesmos padrões éticos e normativos do presencial, inclusive na cobrança. O valor deve ser combinado previamente com o paciente, como em qualquer consulta.
Como calcular o valor mínimo de uma teleconsulta?
Divida o custo fixo mensal pelo número de teleconsultas para obter o custo por atendimento. Depois, divida esse custo pelo resultado de (100% − soma das taxas, impostos e margem em %). O valor final é o preço mínimo.
Quais custos devem ser considerados ao precificar uma teleconsulta?
Devem ser considerados o software médico com telemedicina e prontuário, o certificado digital, a infraestrutura de internet e equipamentos, os custos fixos do consultório, as taxas de pagamento e os impostos do seu regime tributário.
Como aumentar a rentabilidade das consultas por telemedicina?
Os caminhos principais são aumentar o volume de atendimentos sobre a mesma estrutura, reduzir taxas e retrabalho com um sistema integrado e acompanhar o ticket médio todo mês. O artigo sobre serviço de telemedicina rentável aprofunda o tema.
Como saber se o preço da minha teleconsulta está dando lucro?
Compare mensalmente a receita da modalidade com os custos alocados a ela, já descontados taxas e impostos. Se a margem líquida ficar abaixo da definida no cálculo, revise o preço, o volume ou os custos.
Um sistema de gestão ajuda a controlar a rentabilidade da telemedicina?
Sim. Quando agenda, teleconsulta, prontuário e financeiro ficam no mesmo sistema, a receita é registrada no atendimento e os relatórios mostram faturamento e metas sem consolidação manual. Veja como funciona a telemedicina integrada ao prontuário.








